Por que a reciclagem de peças é importante?

Um alto potencial de reutilização

O Brasil é um dos países onde mais se fabricam automóveis, mas, infelizmente, a proporção de reaproveitamento de peças e carcaças relativa ao número de veículos fabricados ainda está muito abaixo do desejável. Para se ter uma ideia, apenas 1,5% dos veículos que saem de circulação são reciclados.

O que muitas pessoas não sabem é que quase todo o veículo inutilizado tem condições de ser reciclado (devido à presença de alguns contaminantes, apenas 5% tem de ser descartado com empresa especializada), desde as peças plásticas a pneus, itens de ferro e até mesmo a carcaça.

Existe uma lei na Europa que determina que, até o final de 2015, as fábricas de automóveis deverão lançar no mercado apenas veículos compostos por 95% do material com possibilidade de reutilização. No Brasil, mesmo que timidamente, já existem alguns projetos que se prestam a incentivar a reciclagem e a sustentabilidade nesse sentido, um exemplo disso é a Lei Federal 12.977 de maio de 2014, que regula e disciplina a atividade de desmontagem de veículos automotores terrestres no país.

A reciclagem pode ainda ser um negócio lucrativo

Por aqui já existem empresas que fazem a coleta e a reciclagem de peças de veículos: são caminhões que passam a recolher de acordo com a demanda dos geradores de resíduos, as chamadas sucatas.

Além de contribuir para a sustentabilidade e para a despoluição do meio ambiente, a reciclagem nesse aspecto pode envolver muitas vantagens inclusive financeiras. Por exemplo, os valores das peças feitas em plástico reciclado tendem a ser até 40% mais baratas em relação às fabricadas da forma tradicional.

Nos veículos, o material que possui o maior potencial de reciclagem é o aço, e atualmente as empresas chegam a pagar cerca de R$ 300 por uma tonelada do que normalmente serviria apenas para ocupar espaço no ferro-velho!

O caso mais lucrativo é o do alumínio proveniente dos radiadores. O material chega a ser vendido nesse mercado por cerca de R$ 3.000 a tonelada. Isso ocorre em função da multiplicidade de fins que pode ser dado ao metal, que pode ser reutilizado na fabricação de materiais utilizados na construção civil, panelas, outros utensílios domésticos e até mesmo novas peças automotivas.

O destino dos materiais

Após a coleta, os materiais passam por um processo de separação e catalogação para, depois, serem prensados e finalmente encaminhados para as empresas que farão a sua utilização como matéria-prima para novos bens.

Quando uma peça automotiva chega ao fim de sua vida útil, ao invés de simplesmente realizar o descarte da forma incorreta, o ideal, portanto, é que se realize um estudo de forma a compreender se aquela peça é composta de algum material que pode ser reutilizado.

Não é recomendável que as peças sejam dispensadas em locais inapropriados, o que pode contribuir com a poluição do meio ambiente em amplo sentido. A forma ideal é se dirigir a um profissional que possa fazer a coleta desses materiais para que retornem à cadeia sustentável. A Renova Ecopeças, por exemplo, é uma empresa que renova e recicla quase todas as partes de um automóvel utilizando um processo de desmontagem sustentável.

Mesmo que um vantajoso retorno financeiro não seja possível, o mais sensato é pensar em preservar o meio ambiente, o que é uma obrigação de todos nós.

E você, tem realizado atitudes sustentáveis em seu dia a dia? Colaborar para um meio ambiente menos poluído é pensar em um mundo melhor para os nossos filhos e netos.