Como avaliar a compra de um celular usado?

Como avaliar a compra de um celular usado

O mercado de smartphones, que já é movimentado naturalmente, fica ainda mais aquecido com o final do ano e datas como o dia das mães, dia dos pais entre outros. Com a alta do dólaros produtos passam a custar ainda mais.

Nesse cenário, o chamado “recomércio” ganha força, não só pelos preços, mas também graças aos constantes lançamentos de dispositivos rápidos e funcionais (novas versões) que estimulam as pessoas a adquirirem celulares também mais rápidos e funcionais. Dessa forma, adquirir um celular usado já não é um risco como antes, uma vez que, na grande maioria das vezes, ele se encontra em bom estado de funcionamento.

Se você está interessado em realizar uma compra desse tipo, elaboramos um mini-guia para ajudá-lo a entender como funciona a estimativa do preço do aparelho usado e o que verificar no ato da compra.

Como avaliar o preço de um celular usado

Segundo a Receita Federal, a vida útil de eletroeletrônicos de telefonia sem fio é de 5 anos, com depreciação de 10% ao ano. Na prática, a desvalorização é mais acentuada, chegando a 40% do valor novo após um ano de uso.

Esse fator, somado à desvalorização que ocorre quando novos modelos são lançados, diminui o preço de compra do aparelho novo e, consequentemente, o de revenda. Sobre o preço médio de revenda, a recomendação de sites especializados é não levar em conta esse valor, mas sim analisar as condições do aparelho. Veremos mais adiante o porquê disso e qual a melhor maneira de analisar o preço de um smartphone usado.

Tabela comparativa de preços

Alguns sites especializados na venda de aparelhos usados apresentam o preço de revenda para diversos smartphones. Os preços dos aparelhos novos foram obtidos em sites comparadores, que reúne e categoriza os preços de diversos lojas de e-commerce.

Com dados obtidos desses sites, construímos uma tabela para demonstrar a diferença entre aparelhos usados, novos e o percentual de depreciação. Optamos pelas três marcas com maior atuação no cenário nacional (Apple, Samsung e Motorola).

Apple

Modelo

Memória Preço Médio Novo Preço Médio Usado

Depreciação (%)

5s 16 GB R$ 2.400,00 R$ 1.700,00 30%
5c 8 GB R$ 1.400,00 R$ 1.000,00 30%
6s 16 GB R$ 4.000,00 R$ 3.300,00 18%
4s 8 GB R$ 1.000,00 R$ 708,00 30%

Samsung Galaxy

Modelo Memória Preço Médio Novo Preço Médio Usado Depreciação (%)
S6 32 GB R$ 2.300,00 R$ 1.800,00 22%
S5 16 GB R$ 1.600,00 R$ 1.000,00 38%
S4 8 GB R$ 1.300,00 R$ 600,00 54%

Motorola

Modelo Memória Preço Médio Novo Preço Médio Usado Depreciação (%)
G3 16 GB R$ 1.100,00 R$ 900,00 18%
X 16 GB R$ 1.900,00 R$ 800,00 57%
G2 8 GB R$ 800,00 R$ 500,00 38%

Lembramos que o valor pode diferenciar em relação à capacidade de armazenamento e capacidade de processamento. A intenção dessa tabela é fazer um comparativo para obtenção de ordem de grandeza de depreciação.

Na hora de comprar um smartphone usado

Abaixo listamos algumas dicas para ajudá-lo a tomar uma boa:

  • Pesquise o modelo na internet para saber dos outros usuários como o celular se comporta com o passar do tempo de uso;
  • Exija nota fiscal;
  • Riscos podem existir, amassados não. Além disso, manuseie e utilize o celular na hora da compra e conecte-se a uma wi-fi para verificar seu funcionamento;
  • Peça a caixa com manuais e acessórios originais;
  • Pergunte se o celular já esteve em assistência técnica e o motivo;
  • Naturalmente, pergunte pelo tempo de uso e compare com tabela de preços de novos e outros usados;
  • Tente chegar a um meio termo de preço. Barganhar não é vergonha pra ninguém!
  • Caso compre pela internet, leia atentamente a descrição do produto. Lá você encontrará o motivo da grande variação de preços e o motivo de não usar a média para tomar a decisão.

As compras de produtos usados pessoalmente sempre favorecem a segurança. Caso a compra seja online, observe se o site possui políticas de garantia (geralmente é de três meses) e de devolução (que é de 7 dias).

Assim como uma forma de entrar em contato com o vendedor para requisitar informações mais detalhadas. Se o seu caso é a revenda, a dica é não ceder o cartão de memória juntamente com o celular. A desvalorização desse periférico não vale a pena.

 

Fim de vida do celular: descarte correto

Em certo momento, já não é possível vender o aparelho usado, pois os aplicativos já requerem processamento e memória superior ao disponível, tornando a utilização do celular antigo muito lenta. Ou, ainda, componentes expiraram pela constante utilização (bateria, por exemplo).

Segundo o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), o celular contém 43 elementos químicos presentes na tabela periódica (como o mercúrio, o cádmio e o chumbo, que são metais tóxicos). Esses elementos estão presentes, tanto nas placas quanto na bateria. Sem contar a soldagem que possui chumbo e estanho.

Coletas especializadas

Naturalmente, o correto não é jogar o celular no lixo comum (o lixo seco também não vale, obviamente). Em locais de coleta especializadas, o aparelho passa por diversos processos de separação que reaproveitarão o que pode ser reaproveitado.

Geralmente, estes materiais são triturados e vendidos para países que possuem métodos de extração de metais e os resíduos tóxicos são acondicionados como estabelecido por lei. Informe-se em alguma revenda da marca de seu aparelho, eles devem possuir um posto de coleta.

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