Educação financeira: a partir de qual idade e quanto dar de mesada para os filhos

Como todo adulto sabe, um dos grandes desafios da vida é lidar com as finanças pessoais. Por isso, dar uma boa educação financeira para os filhos é uma forma de ajudá-los a ter uma vida mais realizada e tranquila. Muitos pais, no entanto, têm dúvidas sobre como fazer isso. A mesada é uma boa? Qual a melhor idade para começar? Qual deve ser o valor? Veja algumas dicas que preparamos para te ajudar nessa tarefa!

Mesada é solução?

Depende. A mesada é uma ferramenta de educação financeira, mas sozinha não fará muita diferença. Os pais devem orientar a criança, ensinando a anotar gastos e a poupar para conseguir comprar algo de maior valor. Com isso os filhos começam a entender a relação com o dinheiro. Isso vale não só para a mesada, mas também a “quinzenada” e a “semanada”.

A periodicidade pode variar de acordo com a faixa-etária dos filhos: quanto mais jovem, menor o intervalo. Isso porque crianças de diferentes idades têm percepções diversas sobre a passagem do tempo. Assim, dar uma mesada para uma criança de 7 anos não é o melhor, porque a rotina dela está muito mais ajustada ao ciclo de uma semana. Ou seja, melhor que ela tenha uma “semanada”.

Em qual idade começar?

Children sitting on the floor and holding their piggy bank

Até os 5 anos o ideal é dar dinheiro apenas eventualmente, dependo da rotina. Entre 6 e 8 anos, a criança já pode começar a ter noções do uso consciente do dinheiro. Nessa idade, o melhor período é o semanal. Dos 8 aos 10 anos, cabe passar para o quinzenal. E dos 10 anos em diante já pode incluí-la no ciclo mensal.

Lembrando que a transição entre um ciclo e outro depende da maturidade que ela vai adquirindo e isso varia muito de acordo com cada personalidade. São os pais que devem avaliar o melhor momento de fazer essa mudança, conforme a evolução dos gastos dos filhos.

Como definir o valor?

Você pode usar como parâmetro o que os amigos da criança recebem, para que seu filho não fique nem muito acima nem muito abaixo da média. Mas o ideal é que o valor seja suficiente para os gastos, sem muita folga, pois isso vai estimular a disciplina e o controle com as despesas. Uma dica importante é, antes de iniciar a mesada, anotar os gastos regulares durante um tempo para chegar a um valor adequado.

O que a mesada não deve cobrir?

Boy counting money in glass jar

Gastos com lanche na escola ou que são de responsabilidade dos pais não devem ser tirados da mesada. Roupas, material escolar, passeios em família, por exemplo. Também não se deve remunerar ou premiar com dinheiro extra as tarefas que fazem parte das obrigações da criança, como arrumar o quarto, recolher os brinquedos, tirar boas notas. Por outro lado, você pode incentivá-los a fazerem coisas para ganhar um extra, como ajudar a lavar o carro da família, por exemplo.

Saber poupar, saber gastar

É importante incentivar seu filho a guardar uma parte da mesada, principalmente se ele deseja adquirir algo de valor mais elevado, que exija economizar por dois ou três ciclos. Isso ensina a ter objetivos e a ter paciência e disciplina para alcançá-los. Mas também é importante estimular o gasto consciente, pesquisando o melhor preço, pedindo desconto, avaliando diferentes produtos na hora de comprar algo.

Os pais são o exemplo

Não se esqueça de que os pais sempre são a primeira referência da criança, por isso, o modo como lidam com o dinheiro também vai influenciar na maneira como elas vão se relacionar com as finanças. Nesse caso, a melhor dica é dar o exemplo e evitar discutir dívidas e pagamentos do casal na frente das crianças.

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