Coliving: tudo sobre a tendência das moradias compartilhadas

Em vários lugares do Brasil e do mundo já temos pessoas trabalhando juntas, de diversas empresas, em espaços arquitetados para este fim — o coworking. Agora, o conceito foi ampliado também para residências e já vemos surgir um novo modelo de moradia chamado de coliving.

O ato de viver em comunidade não é uma novidade, uma vez que essa tendência segue o ser humano desde o início, com as tribos e clãs, passando pelas comunidades hippies dos anos 1960 e também pelas ecovilas, repúblicas e pensões estudantis.

Então, o que o coliving teria de diferente? O movimento estimula não só a moradia compartilhada, mas também a integração, a colaboração e a sustentabilidade. Com esta leitura, você vai entender a fundo como funciona a ideia e por que essa é uma tendência forte para o futuro residencial. Continue!

Afinal, o que é coliving?

O conceito de coliving não é assim tão atual. Ele teve origem em 1972, com o primeiro projeto de cohousing do mundo — o Sættedammen. Na Dinamarca, 35 famílias mantiveram suas moradias privadas, mas compartilharam espaços de convivência, as tarefas domésticas e, assim, estimularam o relacionamento entre vizinhos.

Parece que a ideia deu certo, uma vez que você deve ter notado a semelhança entre o projeto e os condomínios residenciais. Porém, o modelo de habitação sofreu uma alteração em 1988, com o arquiteto norte-americano Charles Durrett. Ele levou o conceito de cohousing para empreendimentos e, assim, fundou a The Cohousing Company, uma organização que preza pelo convívio compartilhado para promover uma sociedade mais sustentável.

Assim surgiu o que conhecemos hoje como coliving: uma forma de moradia compartilhada que divide não apenas os espaços físicos, mas também ideais e objetivos comuns, envolvendo sustentabilidade, empreendedorismo e colaboração.

O manifesto coliving

Diante da proposta, foi elaborado um manifesto que resume os principais fundamentos do movimento de moradia compartilhada. Criado pela Coliving.org, ele prega uma comunidade que está em harmonia com a individualidade, mas que aproxima as pessoas e promove a troca de experiências.

Além disso, o documento ressalta o consumo pensado estrategicamente na colaboração, dando espaço para a promoção da sustentabilidade. Isso garante a projeção compartilhada de residências, a economia de recursos naturais e a divisão de tarefas e decisões. Nesse sentido, o conceito de coliving se aproxima bastante de outra tendência — a economia colaborativa.

Estímulo à economia colaborativa

Para remar contra a maré global da industrialização e do consumo desenfreado, surge a era do compartilhamento, com iniciativas ligadas à economia. Por isso, podemos dizer que o coliving se encaixa nessa tendência como uma excelente opção de estimular um estilo de vida enxuto, funcional e colaborativo, que possa gerar menos impacto ambiental.

A maioria das construções de moradia compartilhada conta com sistemas de reaproveitamento de água, captura de energia renovável, sistemas de coleta seletiva, além de pensar em arquiteturas e decorações acessíveis, ecológicas e econômicas. Nesse cenário, até mesmo o consumo individual muda — em relação a suprimentos, troca e uso compartilhado de objetos e equipamentos, otimização de meios de transporte, entre outras atitudes.

Como funciona um coliving?

Você deve estar com a curiosidade aguçada agora que já entendeu o que é um coliving. É importante saber que ele funciona com um propósito em comum, por isso, reúne pessoas com objetivos próximos. As moradias compartilhadas atraem muitos jovens, por exemplo, estudantes, pessoas que trabalham em grandes centros e aqueles que estão dispostos a empreender, aprimorar habilidades e trocar experiências.

Contudo, no Brasil já temos iniciativas que levam a solução para as pessoas idosas. A arquiteta Lilian Lubochinski fundou a Cohousing Brasil, que dá consultoria para projetos de coliving voltados para a terceira idade. Essa é, aliás, uma tendência nos Estados Unidos e no Canadá!

O mais interessante disso tudo é que, independentemente do público, em geral, as moradias compartilhadas são buscadas por quem deseja mais socialização do que economia financeira. Essa é uma afirmativa possível graças aos resultados de uma pesquisa realizada em 2018 pelo Space 10.

É uma comunidade que tem uma necessidade de compartilhamento que vai além do espaço físico. Os moradores querem dividir experiências, promover cocriações, aprender com novas culturas, empreender etc.

Quais as características de uma moradia compartilhada?

Um coliving costuma ser um espaço esteticamente interessante, com design moderno, tecnológico e com espaços de convivência estruturados para receber uma “grande família”. Os quartos são privados, porém, a casa já é mobiliada e os serviços domésticos, como limpeza, suprimentos e lavanderia já estão incluídos no custo.

É como se você dividisse uma casa, mas sem preocupações que envolvem uma residência comum. Logo, é algo mais próximo de uma estadia em um hotel, mas com a oportunidade de conviver com os outros hóspedes em salas e cozinhas compartilhadas, lounges e, inclusive, nos famosos espaços para coworking, que abriram este artigo. Lembra?

A importância do seguro residência

De acordo com um estudo feito pela Urban Institutes Housing Finance Policy Center, apenas um em cada três millennials — pessoas que estão na casa dos 20 aos 30 anos — adquiriram um imóvel até o final de 2018. Isso quer dizer que essa geração está bem menos preocupada com a aquisição residencial.

Então, por que não pensar em um seguro residencial com soluções que atendem até modelos tão modernos como a moradia compartilhada? O seguro residencial da Porto Seguro aceita até mesmo colivings, onde ampara tanto os bens do dono do imóvel, como os bens dos inquilinos. Ou seja, você pode morar em uma casa, em um apartamento alugado, na cidade, no campo ou até mesmo em um coliving — para que o lar, independentemente da sua estrutura, fique protegido, é essencial contar com esse serviço!

A ideia é que o espaço esteja sempre protegido e ao contratar o seguro, os moradores contarão com as coberturas de um seguro tradicional e também com os serviços emergenciais horas, tornando a experiência ainda mais tranquila, conveniente e com um excelente custo-benefício. No caso do coliving, os moradores vão poder direcionar ainda mais o tempo e energia para o que mais importa em suas vidas — sem preocupações como eletrodomésticos quebrados, roubo ou furto, encanador, chaveiro, eletricista, reparos diversos, entre outros.

Gostou de conhecer mais sobre coliving? Entendeu a importância do seguro até mesmo em moradias compartilhadas? Continue aqui no blog e leia tudo o que você precisa saber sobre seguro residencial!

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