Aumento da energia elétrica: entenda as causas

Aneel sobe em 52% taxa extra da conta de luz: de R$ 6,24 para R$ 9,49 por 100 kWh consumidos

Conta de energia mais cara? Isso é reflexo da crise hídrica que tem acontecido no Brasil. Neste artigo, vamos te explicar alguns fatores que influenciam essa crise, além de te dar dicas de como pagar menos no final do mês. Vamos nessa?

Fatores que influenciam para uma crise hídrica e elétrica

No Brasil, as hidrelétricas geram 90% da nossa energia elétrica. Com o baixo nível de chuvas e a consequente baixa vazão dos reservatórios de água, há risco de racionamentos e até mesmo de apagões. Para evitar que isso aconteça, o país ampliou o uso de termelétricas. 

Essa opção, porém, é menos sustentável, por exigir a queima de combustíveis fósseis, responsáveis pela emissão de gases do efeito estufa, além de ser mais cara. Como reflexo disso, desde julho, o valor da bandeira vermelha teve um aumento de 52% na conta de luz, justamente para bancar a operação das termelétricas. 

Mais do que nunca, torna-se necessário debater e implementar medidas práticas para novos modelos de produção e consumo de energia. Afinal, tudo está interligado: se chove menos, os reservatórios secam e produzem menos energia. Com menos chuvas e mais emissão de gases poluentes, existe um aumento da temperatura do planeta, contribuindo, assim, para queimadas e para o desmatamento. 

Enquanto grandes modelos não são implementados de forma ampla, como, por exemplo, a energia eólica e a solar; e, enquanto não há um melhor uso da água pelos setores de Agricultura e da Indústria – que são responsáveis pela maior parte do consumo deste recurso no Brasil – podemos evitar o desperdício e fazer um uso consciente da energia elétrica.

Preparamos algumas dicas práticas para te ajudar no dia a dia. Confira: 

1 – Aproveite ao máximo a luz natural. Evite acender lâmpadas sem necessidade e lembre-se de desligá-las ao sair de um ambiente. Essa prática também aumenta a vida útil das lâmpadas. 

2 – Substitua as lâmpadas fluorescentes por lâmpadas de LED, que têm maior vida útil e são mais eficientes energeticamente. Apesar de mais caras, as lâmpadas de LED compensam, porque são necessárias menos trocas em comparação às fluorescentes, além de reduzir o valor da conta de luz.

3 – Tome banhos mais rápidos. O chuveiro elétrico costuma ser o maior consumidor de energia de uma casa ao lado do ar-condicionado. Apesar do frio em muitas partes do país, evite banhos demorados.

4 – Não deixe a TV ligada sem ninguém assistindo e tire o computador da tomada quando não estiver em uso. O mesmo vale para os demais eletrônicos e eletrodomésticos, uma vez que o modo stand-by consome energia sem percebermos.

5 – Evite passar roupa sem necessidade: acumule o máximo possível de peças para usar a máquina de lavar e o ferro de passar. Se possível, pendure as roupas em cabides para que elas sequem e desamassem naturalmente. Dependendo do tipo de tecido, a peça pode até dispensar o ferro e ir direto para o guarda-roupa.

6 – Evite abrir a porta da geladeira várias vezes: o ar quente obriga o motor do equipamento a gastar mais energia elétrica para resfriá-la novamente. Na hora de colocar ou retirar os alimentos, faça tudo de uma só vez, e não guarde recipientes quentes, pois isso também aumenta o consumo de energia. Verifique ainda se a borracha da porta da geladeira está em boas condições, já que ela isola o interior do refrigerador e evita maior consumo de eletricidade.

7 – Fique atento(a) ao comprar um eletrodoméstico: procure o selo Procel ou a etiqueta do Inmetro, que indicam os aparelhos energeticamente mais eficientes. Vale a pena avaliar a substituição de equipamentos antigos por novos, em geral, gastam menos energia. 

Uma alternativa possível: energia renovável e eficiente para sua casa ou empresa

Já pensou em ter uma placa de energia solar em sua casa ou na sua empresa? Essa é uma maneira de contribuir para o meio ambiente e de economizar ao final do mês. Seu bolso e o Planeta agradecem. Para saber mais sobre o tema, basta clicar aqui.