Como funciona um consórcio: o guia completo sobre o assunto!

Existem muitas dúvidas sobre como funciona um consórcio, quais são as taxas cobradas, se vale a pena e muito mais. Pensando nisso, é válido correr atrás das informações certas e saber como utilizar essa poderosa ferramenta a fim de conquistar o bem que sempre sonhou sem gastar muito.

Já pensou em não depender do transporte público ou em não pagar mais aluguel? Se sim, com certeza, já quebrou a cabeça com as contas para adquirir a casa própria ou um automóvel, não é mesmo? E embora possa parecer impossível conquistá-los, saiba que não é.

Neste guia completo sobre o assunto, falaremos tudo em relação ao consórcio, uma das modalidades de compra mais consideradas atualmente, dadas a sua simplicidade e viabilidade. Continue por aqui conosco e boa leitura!

O que é o consórcio?

Podemos definir o consórcio como uma forma de compra colaborativa que conecta pessoas interessadas em conquistar sonhos e as ajuda a realizá-los.

No início da década de 1960, com a instalação da indústria automobilística no território nacional e em decorrência da falta de crédito ao consumidor, surgiu o consórcio — iniciativa de funcionários do um banco com o objetivo de juntar o valor suficiente à aquisição de veículos por todos que participassem da arrecadação.

Atualmente, a modalidade está presente em outros países da América do Sul, como Venezuela, Colômbia, Uruguai, Chile, Paraguai, Peru e Argentina.

Para que funcione, é necessário contar com uma administradora, pois é ela que vai formar grupos de pessoas com o mesmo interesse. Esse objetivo em comum pode ser a compra de bens imóveis, móveis ou até a contratação de serviços diversos.

Há uma extensa variedade de tipos de consórcio e alguns exemplos são os de imóveis, automóveis, veículos pesados e máquinas agrícolas. Há ainda a possibilidade de fazer um consórcio para pagar viagens, formaturas, cirurgias plásticas, cursos de graduação e pós-graduação, sabia?

Há uma infinidade de opções, basta ter um grupo de pessoas interessadas. Lembrando que o Banco Central é o órgão que fiscaliza as administradoras de consórcio, tendo total autoridade em normalizar e fiscalizar as empresas desse setor, a fim de resguardar os interesses do grupo de consorciados.

Todos os contratos entre as administradoras de consórcio e os participantes são regidos pela Lei 11.795/2008, que garante a segurança necessária ao fechar um negócio envolvendo o alto valor de um bem.

Portanto, antes de adquirir a cota, é imprescindível verificar se a empresa com que você vai fazer o consórcio está realmente credenciada no Banco Central, combinado?

Como surgiu o consórcio?

Já parou para pensar na história do consórcio? Já falamos brevemente sobre isso no tópico anterior, mas vale a pena contar a trajetória completa. Saiba como ele começou e se tornou a modalidade que é nos dias atuais ao analisar a linha do tempo a seguir:

  • 1962 — na década de 1960, a indústria automobilística já existia no território nacional. Ao constatar a falta de oferta de crédito aos clientes, funcionários do Banco do Brasil decidiram formar um grupo de amigos, de modo a constituir um fundo suficiente para que todos comprassem um automóvel;
  • 1967 — o consórcio passou a ser uma relevante ferramenta na indústria automobilística. A Willys Overland do Brasil, em 1967, já tinha uma carteira de clientes de mais de 50 mil consorciados. Por um longo tempo, o carro foi o único produto dessa modalidade de compra;
  • anos 1980 — o consórcio ampliou seus produtos, adicionando também os caminhões. Assim, no final da década de 1970 e início de 1980, foram criados os primeiros grupos para motocicletas, eletroeletrônicos e os “veículos pesados”, como as máquinas agrícolas;
  • 1988 — nesse ano, o sistema de consórcios teve a sua importância social e econômica reconhecida na nova Constituição Federal;
  • 1991 — foi aqui que o consórcio incluiu em suas opções o sonho da casa própria;
  • atualmente: o sistema de consórcios, consolidado, atua com um catálogo variado de bens imóveis, móveis e serviços.

Como funciona um consórcio?

Agora que você já sabe o que é e conhece a história do consórcio, entenda como essa modalidade de compra funciona!

Adesão ao plano

Em contato com a administradora, você escolhe o plano de consórcio que atenda melhor seus objetivos e necessidades. É nessa hora que a duração do contrato, o valor da carta de crédito e o número de parcelas são definidos. Em seguida, o participante recebe um número que será a sua “identidade” durante todas as assembleias.

Pagamento das parcelas

O valor escolhido na adesão ao plano vai ser parcelado no prazo de pagamento estabelecido no momento do contrato. Mensalmente, os integrantes pagam suas parcelas e formam o saldo de caixa para contemplar um ou mais consorciados do grupo naquele mês.

Assembleia

A primeira assembleia só é feita assim que a administradora reúne a quantidade mínima de adesões. Depois que a primeira for realizada, as reuniões ocorrem mensalmente.

Há duas formas de o integrante ser contemplado no consórcio: a partir de sorteio ou de lance. É importante mencionar que, até o fim do contrato, todos os consorciados do grupo vão receber a carta de crédito.

Contemplação

Esse é o momento que o consorciado mais deseja. Afinal, é quando ele passa a ter o direito de utilizar a carta de crédito para fazer a sua compra.

Aquisição de bem

Com a carta de crédito em mãos, o participante do consórcio pode escolher o bem que deseja adquirir, dentro, é claro, da categoria do seu grupo. O crédito equivale a dinheiro à vista, portanto, o contemplado tem maior poder de negociação no momento da compra. Ou seja, ele vai comprar o bem no valor total e continuar pagando a prazo.

Fim do plano

É quando o integrante encerra seus deveres e direitos com relação ao grupo, afinal, ele recebeu a carta de crédito e quitou todas as suas prestações.

Quais são as taxas cobradas em um consórcio?

Antes de fechar o contrato para comprar o bem dos sonhos, é importante conhecer todas as taxas envolvidas nessa modalidade. Elas vão depender de cada administradora, sendo a taxa administrativa a única necessariamente comum a todas. Saiba mais sobre elas a seguir!

Contemplação

Esse é o momento que o consorciado mais deseja. Afinal, é quando ele passa a ter o direito de utilizar a carta de crédito para fazer a sua compra.

Aquisição de bem

Com a carta de crédito em mãos, o participante do consórcio pode escolher o bem que deseja adquirir, estando, é claro, dentro da categoria do seu grupo. O crédito equivale a dinheiro à vista, portanto, o contemplado tem maior poder de negociação no momento da compra. Ou seja, ele vai comprar o bem à vista e continuar pagando a prazo.

Fim do plano

É quando o integrante encerra os seus deveres e direitos com relação ao grupo, afinal, ele recebeu a carta de crédito e quitou todas as suas prestações.

Quais são as taxas cobradas em um consórcio?

Antes de fechar o contrato para comprar o seu bem dos sonhos, é importante conhecer todas as taxas envolvidas nessa modalidade de compra. Elas vão depender de cada administradora, sendo que a taxa de administração é a única necessariamente comum a todas. Saiba mais sobre elas a seguir!

Taxa de administração

Trata-se da remuneração que a administradora de consórcio recebe por gerenciar todas as etapas do processo. Essa taxa é uma porcentagem do valor contratado pelo integrante, sendo dividida em todas as prestações.

Fundo comum

É um valor pago pelo participante do consórcio para que possa formar a poupança que vai ser destinada à compra do bem ou serviço.

Fundo de reserva

Esse é um fundo de proteção destinado a assegurar o funcionamento do grupo em situações adversas, como inadimplência dos consorciados. A porcentagem da taxa vai variar conforme as administradoras.

Esse é um fundo de proteção destinado a assegurar o funcionamento do grupo em situações adversas, como inadimplência dos consorciados. A porcentagem dessa taxa varia conforme as administradoras.

Seguro

Quando previsto em contrato, o investidor está sujeito a pagar por uma taxa de seguro. Do mesmo modo que outras quotas, a porcentagem dessa taxa também muda de acordo com as administradoras de consórcio.
Servindo para garantir a quitação do saldo devedor em caso de sinistros como invalidez, por exemplo

Quem pode fazer um consórcio?

Para participar de um consórcio, é preciso ter, no mínimo, 18 anos. Esse é o principal requisito necessário ao fazer um contrato entre duas pessoas. Logo depois, basta pesquisar muito para encontrar um serviço que atenda a todas as necessidades e expectativas do interessado.

Qual a diferença entre consórcio e financiamento?

Embora apresentem semelhanças, não se deve confundir o consórcio com o financiamento. Podemos afirmar que tanto um quanto o outro são contratos entre duas partes com uma destinação específica dos recursos.

No financiamento, o contrato é feito entre o cliente e a instituição financeira. Geralmente, há previsão de algum tipo de garantia (hipoteca ou alienação fiduciária). De modo simples, o interessado que deseja adquirir um bem ou serviço se dirige ao banco, que mostra as condições de pagamento do financiamento.

Se fecharem o contrato, o banco compra o bem ou serviço e o repassa ao cliente. Assim, o cliente se torna devedor do banco, mas recebe o bem ou serviço de forma imediata.

As condições de pagamento envolvem a duração dos contratos, as taxas de juros e quanto do valor do bem pode ser financiado. Sendo assim, o cliente fornece uma entrada a fim de amenizar a incidência dos juros nas parcelas mensais a serem pagas durante o contrato.

Para que sua capacidade de pagamento seja avaliada, o cliente precisa comprovar renda, uma vez que as parcelas não podem ser maiores do que 30% da renda familiar bruta. É importante destacar que o Conselho Monetário Nacional assegura o direito do investidor à liquidação antecipada da dívida, tendo uma redução proporcional dos juros. No caso de um financiamento de imóveis, ele pode ser realizado diretamente com a construtora.

A grande diferença entre ambas as modalidades de compra é que, no consórcio, não existe a cobrança de juros, só a correção do crédito — afinal, ele se assemelha a uma poupança. O bem ou serviço só vai poder ser adquirido na hora da contemplação, que pode acontecer da primeira à última prestação a ser paga. No financiamento, há cobrança de juros anuais, mas o investidor adquire o bem ou serviço imediatamente. O consórcio, portanto, é uma modalidade perfeita às pessoas que não têm pressa para adquirir o seu sonhado bem por um preço mais justo.

Quais são os tipos de consórcio?

Com a popularidade desse modelo de compra, surgiram diversos tipos de consórcio. Conheça os principais a partir de agora!

Consórcio de imóveis

Com o consórcio de imóveis, você pode adquirir casa ou apartamento, comprar imóveis comerciais, reformar, construir ou comprar um terreno com prestações sem juros e totalmente acessíveis. Além do sorteio mensal, é possível ofertar lances, inclusive, utilizando o seu FGTS, de modo a ampliar as chances de ser contemplado. Assim, você conseguirá conquistar o seu imóvel próprio com parcelas que cabem no bolso e até 200 meses para pagar.

Consórcio de veículos

Você pode comprar seu carro novo ou usado de uma forma segura e sem pagar juros, desfrutando de planos de até 80 meses com taxas muito especiais para fazer um consórcio.

Comprar ou trocar de veículo por meio dessa forma é um jeito inteligente de aplicar seu dinheiro e assegurar a aquisição do bem. É só escolher as parcelas e o valor do crédito que deseja pagar, podendo ser contemplado a partir de sorteio ou de lances mensais.

Consórcio de Veículos Pesados e Máquinas Agrícolas

Com esse consórcio, é possível fazer a aquisição ou renovação da sua frota de ônibus, caminhões, máquinas agrícolas, implementos rodoviários e tratores. Isso acontece de modo programado com até 120 meses para pagar. Muita facilidade, não é mesmo?

Expandir sua frota atual ou comprar uma nova é uma ótima alternativa se quiser dar o próximo passo no seu negócio. Ainda dá para usar até 30% do seu crédito para pagar o lance.

Consórcio Sustentável de Placa Sola

Consórcio Sustentável de Placa Solar

A tecnologia das placas solares é um grande investimento para os imóveis. Além de contribuir com o meio ambiente e promover uma redução significativa na conta de energia elétrica, valoriza a casa ou empresa. Com esse  consórcio é possível planejar a compra de placas solares sem prejudicar o seu orçamento, tornando sua casa sustentável, garantindo economia na sua conta e usando energia limpa todos os dias.

Com parcelas a partir de R$ 595, créditos de R$ 25 mil a R$ 50 mil e, o melhor, com 50 meses para pagar, a melhor solução, sem dúvidas, é aproveitar as vantagens do consórcio e utilizar a cota para adquirir suas placas solares.

Como são feitos os pagamentos do consórcio?

O pagamento das parcelas é uma obrigação firmada entre contratante e contratado, que a rigor deve ser feito mensalmente, sob pena de exclusão nos sorteios. Mas também é importante saber exatamente o que compõe o valor a ser pago em cada mensalidade do consórcio.

Sabemos que o consórcio funciona como uma espécie de poupança coletiva, em benefício dos contratantes. Além disso, ele capitaliza esse fundo comum do grupo, incluídos no valor a taxa de administração e outras eventuais obrigações assumidas contratualmente.

No consórcio não há a incidência de juros, como mencionamos, pois ele é substituído pela taxa de administração da instituição financeira. O valor do fundo comum corresponde ao valor do bem ou serviço que foi contratado e o número de parcelas corresponde ainda à duração do grupo.

São as parcelas mensais que também viabilizam a realização de sorteios durante o prazo de duração do consórcio. Isso porque, como o valor do fundo corresponde ao do bem ou serviço, quando atingido o necessário para se pagar uma unidade, é até conveniente que a instituição faça o sorteio.

Já a mencionada taxa administrativa é a principal forma de se gerar dividendos à administradora — e deve estar prevista contratualmente. As outras obrigações que foram citadas, e que podem estar inclusas no valor das parcelas, referem-se ao seguro do grupo ou ao fundo de reserva, por exemplo.

Serve principalmente para afastar os riscos gerados por eventuais inadimplências de membros do grupo. Isso fará com que a empresa contratada não se sinta inibida de realizar os sorteios, temendo o calote do sorteado, porque haverá cobertura para evitar os prejuízos que seriam causados a ela e ao grupo.

Pagamento das parcelas

O pagamento das parcelas deve ser feito da forma que foi convencionado contratualmente, sendo que as mais comuns são por meio de débito em conta ou boleto. Quando o contratante opta por este último, no documento deverão constar diversas informações sobre o consórcio, a exemplo da quantidade de consorciados que foram sorteados no mês anterior.

O contratante deve estar atento a variações no valor das parcelas — uma possibilidade que estará prevista em contrato e que se dá, geralmente, pela valorização do bem no mercado. Bens mais vulneráveis às variações cambiais, como o aumento do valor de peças em razão da valorização de moedas estrangeiras, têm mais chances de serem afetados e atingir o bolso dos contratantes.

Esse repasse é feito às parcelas do grupo de modo que não haja prejuízo ao fundo comum; Lembre-se também de que o pagamento em dia é uma das exigências para poder usufruir dos benefícios do consórcio, notadamente da participação em sorteios.

Quais são as vantagens de fazer um consórcio?

Você já tem muita informação sobre o que é e como funciona um consórcio, mas já conseguiu perceber as suas vantagens? Confira algumas delas a seguir!

Ausência de cobrança de juros

O consórcio não tem juros. Por esse motivo, essa modalidade de compra tem sido a escolha dos consumidores que desejam fugir das altas taxas praticadas por outras modalidades.

Apenas uma taxa de administração é cobrada dos consorciados, que é totalmente diluída nas prestações durante todo o prazo de pagamento e, claro, é bem inferior quando se comparada às taxas dos bancos.

Então, o custo final vai ser consideravelmente menor, assim como o valor das mensalidades. Isso torna essa modalidade de compra uma alternativa cada vez mais econômica na aquisição de um bem.

Variedade de planos e prazos

As administradoras de consórcio têm investido seu dinheiro na variedade de planos e prazos, a fim de possibilitar ao consorciado a escolha do melhor consórcio de acordo com seu perfil. É possível, então, definir o valor da carta proporcional ao bem ou serviço pretendido com as parcelas acessíveis e, assim, escolher o melhor prazo para fazer o pagamento das prestações.

Essa flexibilidade garante que você consiga planejar compras, estruturando todos os seus planos conforme a sua condição financeira. Dessa forma, não prejudica seu orçamento, além de incentivar o investidor a um consumo responsável.

Menos burocracia

Uma vantagem característica dos consórcios é a menor burocracia na compra do bem. Normalmente, não é preciso comprovar renda para conseguir uma cota — o que passa a ser uma ótima oportunidade às pessoas que trabalham de modo informal ou autônomo.

Poder de compra

A carta de crédito que o integrante recebe equivale à compra de um serviço ou bem à vista. Assim, no momento da compra, o consorciado tem um poder de negociação muito melhor, conquistando ótimos preços e muitos benefícios.

Baixos custos

Como o consórcio não cobra taxa de juros, o valor da mensalidade é bem mais baixo quando comparado a outras modalidades de crédito, a exemplo do financiamento. A quota de administração é a única recolhida. Sendo assim, o Custo Efetivo Total (CET) do consórcio é consideravelmente menor.

Parcelamento integral

O valor do consórcio é dividido de maneira integral pelo número de parcelas preestabelecidas na hora da adesão. Isso quer dizer que não há necessidade de pagar uma entrada em dinheiro. O valor das mensalidades pode ser reajustado durante o período de contrato, a fim de manter o poder de compra aos integrantes do grupo. Desse modo, todos os consorciados ganham.

Vamos supor que você adquira uma carta de crédito para conquistar um imóvel de R$ 200 mil. Daqui a dois anos, por exemplo, certamente, o imóvel que antes valia os R$ 200 mil vai valer um pouco mais. Como as prestações do consórcio de imóvel reajustam conforme o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), o participante ainda vai conseguir comprar uma propriedade do mesmo padrão.

Flexibilidade no uso do crédito

Quando contemplado, o integrante pode escolher por comprar qualquer bem ou serviço que pertença à categoria do seu grupo, diferentemente de um investimento em previdência privada, por exemplo, ou financiamento.

Vamos supor que ele tenha feito um consórcio porque quer adquirir um imóvel. Assim, quando receber a carta de crédito, vai poder comprar uma propriedade residencial ou comercial, casa ou apartamento, casa de praia ou de campo, enfim, tem total flexibilidade na escolha do patrimônio. O que não pode, nesse caso, é utilizar a carta de imóvel para adquirir um veículo, por exemplo.

Uso do FGTS

No consórcio de imóveis, o participante pode utilizar o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para completar o valor do bem escolhido ou ofertar um lance — lembrando que, se o consorciado não for contemplado usando o lance com FGTS, o dinheiro não é perdido. Além disso, o uso é possível desde que o(s) consorciado(s) estejam dentro das normas da curadoria da CEF.

Como funciona o sorteio no consórcio?

A principal maneira de entregar o bem ao consorciado é por meio da realização de sorteios, que são feitos assim que é atingido um saldo em caixa suficiente para contemplar um ou mais integrantes do grupo.

Como o próprio nome indica, há uma forte presença do fator sorte, o que faz com que o contratante possa ser beneficiado ainda no início do prazo do grupo ou, eventualmente, ao final.

O mais importante é que o contratante esteja apto a ser sorteado. E isso, como explicamos, requer que ele esteja em dia com o pagamento das parcelas. Quando o participante é sorteado, a instituição concede a ele uma carta de crédito de valor equivalente ao bem, para que ele o adquira. Os sorteios são realizados por meio da Loteria Federal.

Como dar um lance em consórcio?

Se no sorteio todos concorrem em condições iguais, no lance a situação é bastante diferente, pois se assemelha muito mais a um leilão. O contratante pode oferecê-lo por meio da internet ou ao entrar em contato com a administradora, horas antes da assembleia.

Com o lance, o consorciado vai realizar o pagamento das parcelas futuras. Você já viu que isso pode ser feito, inclusive, com o saldo do FGTS, quando se trata de consórcio imobiliário. É uma boa opção a quem entrou em um consórcio em busca de realizar o sonho da casa própria.

Existem duas modalidades mais comuns de lances, que são definidas em contrato. A primeira é o lance livre, no qual o consorciado escolhe qualquer valor ou percentual que desejar ao oferecimento do lance. Caso outro participante do grupo também ofereça um lance, vencerá aquele que tiver feito a maior proposta. Em caso de empate, um sorteio realizado pela administradora dirá quem foi o vencedor.

Também existe o lance fixo, com um valor ou percentual estabelecido contratualmente. Pode ser que também exista mais de um ofertante e, nesse caso, será feito um sorteio para decidir quem vai ser contemplado.

Em qualquer um dos casos, o vencedor só terá que pagar o lance caso ele seja o vencedor. Ou seja, não ter sido contemplado não gera a obrigação de arcar com o lance proposto. O consorciado pagará com seus recursos ou, então, com um desconto no valor da carta de crédito — o que é conhecido como lance embutido.

Como participar de um consórcio?

O primeiro passo é procurar uma administradora de consórcio que seja autorizada pelo Banco Central do Brasil. Após essa verificação, é fundamental analisar se ela tem planos disponíveis para o bem ou serviço que você deseja adquirir.

Os planos precisam se adequar ao seu planejamento financeiro durante o tempo de duração do consórcio — e não apenas no momento da contratação, combinado? Lembre-se de estudar todas as cláusulas do contrato de adesão. A partir dele é que se formaliza o ingresso em um grupo, estabelecendo obrigações para todas as partes.

O contrato precisa ser claro, conter caracteres legíveis e as cláusulas limitadoras de direitos devem ser bem destacadas. Ao assiná-lo, é importante exigir uma cópia. Veja, também, se o contrato de adesão apresenta tudo que é exigido por regulamento, como:

  • descrição do bem ou do serviço e também o valor (com critério de correção do crédito);
  • prazo de duração do plano e o número máximo de consorciados do grupo;
  • fundo de reserva e taxa de administração;
  • condições de pagamento;
  • periodicidade de realização da assembleia geral ordinária;
  • obrigações financeiras do consorciado, obrigações contratuais, além de sanções em caso de descumprimento;
  • direitos do consorciado, como adquirir o bem no fornecedor que escolher, fazer a quitação total de financiamento ou receber o valor do crédito em espécie;
  • garantias para retirada quando a contemplação acontecer;
  • regras e condições de contemplação por lance e por sorteio;
  • cancelamento da contemplação;
  • informação sobre as condições de recebimento da restituição dos valores que foram pagos pelas pessoas que cancelarem sua cota.

Além desses cuidados, é necessário conhecer quais são as possibilidades de adesão ao grupo. Você pode integrar um consórcio em um grupo que esteja em formação, ou seja, na fase em que a administradora está reunindo a quantidade de consorciados necessários para atingir o proposto (contemplação de todos em prazo determinado).

Por outro lado, é possível integrar um grupo que já esteja em andamento, seja a partir de uma cota vaga, diretamente com a administradora de consórcios, seja por uma transferência de cota — compra direta de um participante com anuência da administradora, assumindo obrigações e direitos do substituído.

Enfim, ao escolher bem a administradora e fazer uma boa análise do plano do consórcio, da forma de integração e do contrato de adesão, você já pode participar e iniciar o caminho para o seu grande sonho.

Quais são os documentos necessários para fazer um consórcio?

Sempre que alguém deseja fazer parte de um contrato, é necessário reunir a documentação exigida. Na contratação de um produto financeiro, como é o caso do consórcio, não poderia ser diferente. A boa notícia é que a burocracia é mínima e são necessários poucos documentos.

São basicamente três os documentos necessários na contratação de um consórcio:

  • Cadastro de Pessoa Física (CPF);
  • carteira de identidade (RG);
  • comprovante de residência válido e preferencialmente em nome do contratante, que pode ser uma conta de água, luz, gás ou internet.

Também é válido buscar informações sobre o seu crédito na praça: se não há débitos em seu nome que poderiam travar a sua participação em um consórcio. Dessa forma, você poderá quitá-lo ou, se for o caso, contestá-lo, inclusive judicialmente, caso seja uma dívida que já tenha sido paga ou que não esteja relacionada ao seu nome.

Como saber se a administradora é de confiança?

A atitude principal é consultar o Banco Central, pois ele é o órgão que fiscaliza e autoriza a atividade no setor, lembra? Outra dica importante é se informar com clientes antigos e atuais da administradora sobre seu nível de qualidade e de confiabilidade no atendimento.

Para assegurar que essa pesquisa seja bem-feita, busque também por reclamações em sites e serviços especializados no assunto, como o Reclame Aqui, e em órgãos de proteção ao consumidor, como o PROCON. Olhe, também, as redes sociais e o site da empresa, além de publicações a seu respeito, para saber se é próxima do público e o quanto ela domina sua área de atuação.

Por fim, fique de olho no vencimento das mensalidades e escolha um plano que caiba no seu orçamento, sem comprometer sua qualidade de vida. Tomando todos esses cuidados e sabendo como funciona um consórcio, logo vai perceber que essa modalidade é uma ótima forma de alcançar o seu tão sonhado objetivo!

Ficou com interesse em fazer um consórcio? Então, não perca mais tempo e entre em contato com a Porto Seguro para conhecer os nossos serviços!

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