Seguro de carro novo x seguro de carro usado: existe diferença?

Ao comprar um automóvel, novo ou usado, é indispensável a contratação de um seguro para cobrir possíveis problemas mecânicos ou outros imprevistos. Vale destacar que nem todos os seguros têm valor igual, variando por conta de diversos fatores, principalmente em relação à quilometragem rodada e ao tempo de uso do veículo.

Neste conteúdo, falaremos sobre os diferentes tipos de seguro para carro, os fatores que influenciam o preço e as coberturas que eles podem ter. Acompanhe até o fim para não perder nenhuma informação. Boa leitura!

O seguro de carro novo

A princípio, o valor do prêmio do seguro, que é o montante pago para a sua contratação, varia de acordo com o valor de mercado do carro. Desse modo, o preço do seguro é influenciado pelo custo de reposição das peças, do conserto, das revisões, da reposição do carro, entre outros fatores.

Quando se trata de um veículo novo, o valor também poderá ser mais elevado se levarmos em consideração o mercado ou o fato de ser um lançamento. Por outro lado, o prêmio poderá ser menor, já que a probabilidade de o veículo apresentar defeitos e outros problemas será menor do que a de um carro usado — o que se justifica pelo menor tempo de uso e pela fabricação recente.

Além disso, as peças para reposição do carro novo podem ser mais baratas e fáceis de encontrar do que as peças de um usado devido ao fato de terem sido fabricadas há menos tempo.

Outro fator que contribui para a redução do valor do seguro de carros novos é a probabilidade de ocorrência de furtos ou roubos. Considerando que são novidade no mercado e que há menos exemplares circulando nas ruas, eles chamarão menos atenção e gerarão menos ocorrências, pelo menos em curto prazo.

O seguro de carro usado

A mesma lógica utilizada para a determinação do prêmio do seguro de carros novos é adotada para estabelecer o valor do prêmio do seguro dos usados: o preço de venda. Além disso, serão levados em conta o tipo de uso e a conservação do veículo, bem como o custo das suas peças para reposição, eventuais sinistros etc.

Mesmo para os automóveis que foram fabricados há muitos anos e têm valor de venda mais elevado ou peças que são caras ou difíceis de serem encontradas, a quantia paga pelo o prêmio será mais alta se comparada ao que é pago quando se trata de veículos novos.

Em contrapartida, há alguns carros que sofreram poucas variações de seus modelos antigos, fazendo com que as peças sejam de fácil acesso, com preços baixos e manutenção mais barata. Em casos como esse, o valor do seguro será menor.

As diferenças entre os dois seguros

Como foi mencionado, o seguro de carro novo e o de um usado apresentam como principal diferença os valores dos fatores usados como parâmetro para determinação do prêmio.

Para o carro novo que tem manutenção e peças mais baratas, o prêmio contratado será, por consequência, menor. Por isso, se o seu valor de mercado e conserto são mais caros, esses fatores deixarão o valor a ser pago por quem contrata o seguro maior.

A mesma noção recai sobre o seguro de carro usado: para aqueles cujas peças são mais fáceis de encontrar e a manutenção tem custo reduzido, o valor do prêmio será menor. Caso sejam de difícil acesso no mercado automobilístico e com grandes alterações de modelos ao longo dos anos, o investimento será mais alto.

Os fatores que influenciam no preço do seguro

Para fazer a cotação dos valores dos seguros de carro, seguradoras levam em consideração inúmeros fatores. Veja a seguir quais são eles e como influenciam nos preços finais. 

Perfil de cliente

As principais informações sobre o cliente, como idade, gênero e estado civil, são utilizadas como parâmetro para avaliação deste fator. As mulheres e pessoas acima de 60 anos, por exemplo, costumam pagar menos do que homens e pessoas mais jovens, com idade até 25 anos.

Além disso, é verificado também se o condutor do veículo já se envolveu em sinistros no passado. Para aqueles que têm um passado “limpo” em termos de acidentes e ocorrências de trânsito, o seguro tende a ter valor reduzido. Ou seja, seu histórico pesa bastante nesse momento. 

Modos de uso e de conservação

As seguradoras verificam como o carro é usado no dia a dia do segurado. Um dos quesitos analisados é o local onde o veículo permanece estacionado, se fica na rua ou se dispõe de estacionamento durante a maior parte do tempo

Também são analisados os possíveis condutores do veículo. É muito comum, por exemplo, que o proprietário do carro nomeie no seguro seus filhos ou cônjuge como condutores suplementares. Todos esses pontos podem representar um aumento ou uma redução no que é cobrado pelo prêmio. 

Região de circulação

Esse quesito considera os percursos pelos quais o veículo será conduzido normalmente, bem como os locais em que ficará estacionado. Em poucas palavras, ele faz um mapeamento dos trajetos mais frequentes.

Se passar todos os dias por uma região em que há maior índice de acidentes de trânsito ou se deixar o automóvel estacionado em ruas com muitas ocorrências de furtos ou roubos, é provável que haja uma elevação no preço.

Veículo

Além da situação de conservação do veículo e do valor de mercado que tratamos nos tópicos anteriores, as seguradoras também verificam alguns dados estatísticos e comerciais. São analisados os preços das peças do automóvel, a probabilidade de roubos e furtos para determinados modelos e as condições de seu sistema de segurança (alarmes, rastreadores, travas etc.).

Os tipos de cobertura

O valor do seguro também sofrerá variação dependendo dos tipos de cobertura contratadas pelo segurado. Isto é, quanto mais coberturas você contratar, maior será o montante exigido para a contratação e vice-versa.

Imagine que você precisa contar com um carro reserva — ele viabiliza a utilização de um automóvel coberto pelo seguro para o período em que seu carro estiver em conserto. Trata-se de uma facilidade bastante útil para diversas ocasiões que pode constar em sua cobertura básica ou adicional, dependendo da seguradora contratada. Veja outras exemplificações em relação aos tipos de cobertura na sequência.

Coberturas básicas

A modalidade básica mais conhecida é a cobertura total, voltada à indenização causada por colisão, incêndio, roubo, furto ou alagamento. Há, também, a cobertura de danos a terceiros, que abrange danos materiais e corporais originadas em acidentes com outras pessoas. Outras coberturas básicas frequentemente disponibilizadas pelas melhores empresas do mercado são:

  • acidentes pessoais de passageiros: cobre danos corporais nos passageiros em virtude de acidentes;
  • proteção aos vidros: prevê troca ou reparo em vidros, faróis, lanternas e retrovisores;
  • incêndio, roubo ou furto: garante o reembolso de despesas decorrentes de indenização integral até o limite máximo previsto na apólice.

Coberturas adicionais

As coberturas adicionais, como o próprio nome já adianta, podem ser contratadas de acordo com suas necessidades. Confira algumas das principais:

  • carro reserva porte médio: em caso de sinistro, você poderá usar um carro reserva de porte médio por 15, 30 ou 60 dias, dependendo da apólice;
  • isenção de franquia no primeiro sinistro: não será preciso arcar com o custo da franquia no primeiro sinistro conforme o total dos prejuízos;
  • higienização em casos de alagamento: garante a limpeza em consequência de enchentes, inundações ou alagamentos;
  • lucros cessantes por paralisação: se você usa seu automóvel para trabalhar, essa cobertura prevê o pagamento das diárias de paralisação correspondentes;
  • assistência 24 horas para envio de guincho: agilidade e gratuidade no envio de guincho ou técnico para solucionar eventuais problemas;
  • danos morais: cobre indenizações pagas a terceiros até o limite contratado.

A contratação do seguro

O primeiro passo é avaliar quais empresas oferecem o seguro auto. Dê preferência às que têm mais experiência nesse mercado e nunca deixe de avaliar se as coberturas oferecidas atendem perfeitamente às demandas de sua família. Lembre-se de que a segurança vem sempre em primeiro lugar!

As indenizações cobertas pelos planos

Veja quais são as diferenças entre as indenizações pagas pelo seguro em caso de sinistro. 

Indenização integral 

A indenização é integral quando os prejuízos atrelados a um único sinistro representam mais de 75% — ou menos, quando previsto na apólice — do valor contratado.

Indenização parcial 

Para receber a indenização parcial, é preciso que o custo do reparo supere o da franquia e que seja inferior a 75% do valor total do automóvel.

Indenização para terceiros

É destinada a outras pessoas ou empresas dependendo do sinistro ocorrido.

Agora que você já conhece as diferenças entre os tipos de seguro de carro existentes no mercado, fica mais fácil analisar as propostas, não é mesmo? Seja qual for o seu caso, é essencial realizar pesquisas e comparar todos os detalhes e valores. O corretor pode auxiliar nesse processo, indicando as coberturas que mais se adequam ao seu perfil.

Se você gostou do texto, não perca a chance de se proteger contra imprevistos.

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