Manutenção de motos: saiba com que frequência fazer

A manutenção de motos é um pouco diferente da de carros. Por serem relativamente mais simples, elas precisam de uma atenção mais frequente, pois os desgastes acabam sendo maiores. E isso interfere diretamente na segurança de quem está pilotando.

Afinal, a moto não possui a segurança de um carro e qualquer problema em algum componente que a faça responder de modo diferente aos seus comandos pode causar uma colisão ou uma queda. E nesses casos, não há nada que separe você do impacto. Assim, o melhor é prevenir qualquer tipo de contratempo, não é mesmo?

A manutenção de motos deve ser preventiva

Para os motociclistas, no geral, a prevenção é essencial. Desde escolher a melhor moto para seu perfil, para que a pilotagem seja mais confortável, até adotar uma postura defensiva no trânsito, prevendo eventuais situações de risco, são atitudes que contribuem para sua própria segurança.

Mas se você já possui a moto ideal e presta bastante atenção a sua segurança no trânsito, por que seria diferente com o “bem-estar” da sua motocicleta? Como qualquer outra máquina, ela precisa de cuidados para que possa funcionar perfeitamente em um imprevisto e para que você não fique na mão de uma hora para outra.

Dessa forma, fazer a manutenção preventivamente é mais barato e menos perigoso do que enfrentar os riscos que a falha de algum componente possa trazer. E o melhor é que não é necessário ser um especialista em mecânica para estar com a manutenção básica da moto em dia.

Assim, para ajudar você a deixar sua moto sempre segura, vamos mostrar abaixo os principais itens para se ter atenção e com que frequência a manutenção deles deve ser feita. Confira!

1. Pneus

Verifique os pneus semanalmente. Comece com uma inspeção visual, procurando por alguma avaria na borracha, bolha ou objetos que porventura possam ter se prendido a eles. Ainda, veja se os pneus não estão muito murchos.

Aproveite para verificar se não estão gastos. Para isso, basta observar os sulcos. Dentro deles há indicadores de desgaste. São pequenas saliências que representam a altura mínima de segurança da borracha. Assim, se ela estiver no nível do indicador, é hora de trocar o pneu. O local dos indicadores é marcado nas laterais do pneu.

Após a inspeção visual, recomenda-se que os pneus sejam calibrados. Veja no manual do proprietário de sua moto a pressão ideal para cada um deles. Faça a calibragem no posto mais próximo, pois depois que esquentam, a pressão do ar muda e pode mascarar um esvaziamento.

2. Freios

A checagem dos freios deve ser feita visualmente a cada 1.000km, pelo menos. Veja se os discos apresentam riscos ou ranhuras estranhas. São sinais de que o item precisa ser trocado. Para as pastilhas, fique de frente para a roda e observe se não estão gastas demais.

Se não for possível vê-las, preste atenção se há barulho de atrito metálico quando o freio é acionado. Também é preciso ter atenção, na hora do acionamento, se há necessidade de um esforço maior na alavanca.

O mesmo vale para os freios a tambor, como geralmente são os traseiros. Esforço maior no pedal e barulho metálico indicam desgaste. Se for o caso, tanto para o dianteiro como para o traseiro, leve sua moto a uma oficina especializada de confiança para uma revisão.

3. Óleo do motor

Quanto maior o controle sobre o óleo do motor, melhor. Mas se a moto não apresentar vazamentos, a verificação pode ser feita semanalmente. Com a motocicleta fria e desligada, coloque-a na vertical, sem estar apoiada sobre o cavalete.

Só então retire a vareta do óleo para checar o nível do lubrificante. Ele deve estar entre as marcas de mínimo e máximo.

Fora isso, a troca do óleo é importantíssima e deve ser feita de acordo com as recomendações no manual do proprietário da moto, observando o tipo de lubrificante ideal para o seu motor e a periodicidade. Em média, ela fica em torno de 2.000km rodados ou a cada 6 meses, o que vier antes.

A menos que seja a primeira troca, que deve ser feita, via de regra, com apenas 1.000km rodados. Ainda, recomenda-se a troca do filtro de óleo junto com o lubrificante. Apesar de alguns fabricantes permitirem seu reaproveitamento, isso impede que detritos e sujeira do óleo antigo contamine o novo.

4. Corrente

O principal é saber se não há folga na corrente. No manual da moto virá a indicação da folga máxima. Se estiver maior que isso, geralmente em torno de 1,5cm, é preciso levá-la para ajustar em uma oficina. Recomenda-se verificá-la, visualmente e com as mãos, uma vez por semana.

É preciso, também, lubrificar e limpar a corrente para diminuir os desgastes das engrenagens e aumentar sua vida útil. Para isso, utilize o óleo indicado pelo fabricante no manual. Faça a lubrificação a cada 500km ou após enfrentar muita chuva, poeira ou terra.

5. Bateria

Atualmente, as baterias das motos são seladas, não precisando de muita manutenção. Elas duram em torno de três anos e possuem uma confiabilidade grande. Mas dependendo das condições de uso, principalmente se a moto fica parada por muito tempo seguido, ela pode ter um desgaste maior.

Portanto, tenha atenção aos sinais ao usar as luzes e faróis da moto. Qualquer sinal de fraqueza da energia elétrica, leve-a a um autoelétrico para verificar se a bateria está com carga e se não há desperdício no sistema.

6. Filtros

Além do filtro de óleo, sobre o qual já comentamos, as motos contam ainda com um filtro de ar e um filtro de combustível, que precisam ser trocados periodicamente para evitar a contaminação do motor por partículas de sujeira e outros detritos nocivos.

Os filtros de ar e de combustível devem ser trocados de acordo com as recomendações do fabricante no manual do proprietário. Geralmente, é em torno de 10.000km rodados. O ideal é levar a uma oficina especializada para o serviço, que pode exigir um pouco mais de conhecimento técnico e ferramentas apropriadas.

Revisões periódicas também são necessárias

Além de fazer a vistoria da sua moto, é importante levar periodicamente, pelo menos uma vez ao ano, sua moto para uma revisão geral em uma oficina especializada. Nela, serão observados todos os componentes mecânicos e elétricos do veículo a fim de antecipar qualquer problema que possam vir a apresentar.

Neste caso, ter um seguro de moto que ofereça esse serviço de manutenção preventiva pode render uma boa economia no orçamento, além de ter a comodidade de ser um local de confiança e poder contar com outros benefícios importantes como o de assistência 24 horas.

Como vimos, a manutenção de motos é essencial para a segurança na pilotagem, prevenindo você de eventuais problemas que o desgaste dos componentes possam apresentar.

Já fez a cotação do seu seguro de moto?

Fale com o seu Corretor ou solicite uma proposta conosco

Faça uma cotação »