Golpe do falso mecânico: o que fazer para evitar

Você já ouviu falar do golpe do falso mecânico? Atualmente, é fácil encontrar notícias relatando essa espécie de estelionato, especialmente envolvendo vítimas que possuem pouco ou nenhum conhecimento sobre mecânica de automóveis.

Neste artigo, não daremos uma aula de mecânica para identificar os supostos problemas que ocorrem no seu carro, mas sim detalhar como acontece a fraude e como você pode se prevenir. Confira nas próximas linhas!

Como acontece o golpe do falso mecânico?

Esse golpe ocorre quando uma pessoa está dirigindo o carro por uma rodovia ou cidade e percebe ou é avisado sobre um estouro, fumaça ou vazamento de óleo vindo do veículo. Assustado, o condutor provavelmente estaciona o automóvel no acostamento e um indivíduo, que pode ser quem te alertou sobre o problema, se oferece para ajudar com o conserto.

Essa pessoa normalmente se passa por um mecânico (daí o nome “falso mecânico”), e pode ainda se identificar como dono de oficina ou de concessionária. A propósito, o estelionatário pode estar com roupas de mecânico e falar que a oficina dele é parceira do seu seguro (caso tenha), justamente para dar mais autenticidade à ação. Nesse cenário, é natural que a pessoa aceite a ajuda.

O ponto-chave do golpe acontece quando o falso mecânico pede para você abrir o capô do carro e, imediatamente, retira o cabo da bobina do motor, fazendo com o que veículo não ligue.

Outra maneira de a fraude ocorrer é  em casos de falsos vazamentos de óleo, que são mais difíceis de serem notados pelos motoristas, fazendo que eles tenham mais propensão a parar o veículo. Nessas horas, o falso mecânico, assim que o capô do carro é aberto, derrama um pouco de óleo sobre o motor, fazendo com que evapore uma fumaça preta e a vítima acredite no problema.

Nas duas possíveis situações, o condutor do veículo normalmente entra em desespero, fica nervoso ou aflito com o problema, se tornando mais vulnerável para cair nesse golpe.

Como o consumidor pode ser prejudicado?

Agora, vamos à parte lucrativa do golpe para os criminosos. Assim que o suposto problema é apresentado à vítima, o falso mecânico se propõe a buscar uma peça repositora em uma oficina próxima ao local. Essa peça costuma ter uma qualidade menor do que a retirada do carro e normalmente é cobrada por um valor bem abaixo do mercado.

A peça e o falso conserto dependerão bastante da audácia do estelionatário e do desespero da vítima. Quanto maior forem ambos, mais caro será o falso serviço e a peça defeituosa que será colocada no veículo. De um modo geral, as pessoas costumam perder de R$ 1.000,00 até R$ 5.000,00 na fraude.

O golpista leva uma peça em condições normais do seu carro e ainda fatura uma boa grana. A vítima perde dinheiro e sai de carro com uma peça que, cedo ou tarde, apresentará um defeito real.

Em muitos casos, quando o falsário diz que a oficina dele é parceira do seu seguro, ele garante que o valor pago a ele na hora será ressarcido pela seguradora assim que o falso conserto for informado. Obviamente, quando a vítima entrar em contato com o seguro, perceberá que foi vítima do golpe.

Quem costuma ser o alvo?

As principais vítimas são as pessoas que, aparentemente, não são muito familiarizadas com mecânica e peças automotivas. Normalmente, esse público é composto por mulheres e idosos. Não que homens mais jovens não caiam, mas a tendência dos criminosos é acreditarem que eles possuem menos chances de cair na fraude.

Isso acontece porque uma das características desse crime é que ele é executado por criminosos em duas motos. A primeira provoca o estouro e a fumaça, às vezes fazendo com que a moto estoure (desligando e ligando ela em movimento) ou com o motociclista jogando alguma bomba de fumaça perto do veículo. Logo após, uma segunda moto, com o falso mecânico, se aproxima do carro, aponta o problema e pede para o motorista encostar.

O primeiro criminoso costuma escolher a vítima ao olhar pela janela do carro. Quando se encaixam no perfil, mulheres e idosos, o sinal (estouro, fumaça ou vazamento) é dado para que o segundo possa agir.

Cuidado redobrado ao telefone

Outra forma de estelionatários aplicarem esse golpe é por meio de ligações telefônicas, conforme mostram reportagens de casos ocorridos em alguns estados do País, como São Paulo, Goiás, Pernambuco e Pará. Os criminosos ligam para números aleatoriamente, fingindo ser um parente da vítima, geralmente um sobrinho. Quando a pessoa do outro lado da linha reconhece ou tenta adivinhar que parente está falando, eles se passam por um falso sobrinho, dizendo que o carro quebrou e que ele está sem dinheiro para pagar o guincho. Com a insistência feita pelos criminosos, a vítima acaba agindo no senso da urgência e depositando os valores pedidos para contas bancárias de terceiros, achando que está acudindo um parente em perigo.

Fique sempre atento para não cair em golpes como esses! Na dúvida, entre em contato com a Central de Atendimento da seguradora. Acesse o site e confira os telefones da Porto Seguro. Caso queira ajudar alguém em uma situação de emergência, é possível solicitar um guincho pelo site da Porto Seguro Faz. O serviço conta com a segurança e qualidade da Porto Seguro, é oferecido 24h para motos, carros ou utilitários leves, em todo o território nacional. Conheça mais sobre o serviço de remoção.

Como se proteger desse tipo de golpe?

No entanto, é sempre bom conhecer um pouco mais sobre a estrutura do carro, especialmente em relação ao cabo da bobina do motor — onde costuma ser o foco desses golpes.

Outra maneira de evitar é prestando a atenção no painel do seu carro. Em muitos veículos, quando problemas com o motor ou com o óleo acontecem, uma luz indicativa acende no painel. Se não houver essa tecnologia no automóvel, siga andando com o carro e note se realmente há alguma diferença na condução.

Agora, caso você seja do tipo de pessoa mais desconfiada e desesperada com qualquer tipo de problema no carro, tente segurar um pouco a ansiedade e deixe para estacionar em um local mais seguro, como um posto de gasolina ou outro lugar com estacionamento.

Ao chegar, recuse a ajuda de qualquer um, ligue para a sua seguradora e espere que eles mandem um mecânico devidamente credenciado ou um guincho para o seu carro. Os seguros foram feitos justamente para auxiliar nesses imprevistos, portanto, use seus benefícios.

Caso você não tenha um seguro, sugerimos que contrate um ou, pelo menos, procure um mecânico de sua confiança para averiguar seu veículo. Além disso, mantenha a revisão das suas peças em dia, pois, com isso, menores serão os riscos de elas apresentarem problemas comuns desse golpe.

A lógica para evitar o golpe do falso mecânico é entender como os criminosos agem e conhecer bem o seu próprio carro. Agora que você já conhece as dicas, alerte seus amigos compartilhando esse post em suas redes sociais.

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