Terapia ocupacional é solução para todos

Terapia ocupacional

Normalmente, quando tudo vai bem na nossa vida, não paramos para observar o quanto o bom funcionamento da nossa saúde é algo complexo. Se um problema físico, mental ou emocional surge, passamos a perceber a importância de ter todas as nossas funcionalidades em dia, algo que pode ser construído com a terapia ocupacional.

Se você quer saber um pouco mais sobre essa terapia tão relevante no tratamento e reabilitação de pacientes que tenham sofrido algum distúrbio, fique com a gente. Aproveite a leitura!

O que é a terapia ocupacional?

A terapia ocupacional é uma atividade focada na manutenção ou na recuperação de diversas funções de uma pessoa. Isso inclui suas funções motoras, sensoriais, cognitivas, sociais e perceptivas. Não há idade para isso. Qualquer paciente que sofra de alguma alteração, traumática ou genética, que prejudica a sua qualidade de vida e o seu desempenho diário, pode se beneficiar desse tratamento.

A terapia ocupacional se originou logo depois das duas Grande Guerras, na tentativa de recuperar os veteranos para que eles voltassem a dominar sua mobilidade e pudessem retomar suas ocupações, com condições físicas e mentais adequadas.

Para que ela serve?

A terapia ocupacional é muito útil para quem, por qualquer razão, começa a apresentar dificuldades em manter o desenvolvimento rotineiro de atividades básicas. Isso pode estar atrelado ao autocuidado, higiene pessoal e alimentação, ou a outros aspectos variados, como a própria interação social. Geralmente, as dificuldades apresentadas vêm de situações congênitas ou traumáticas.

Em alguns casos, ela também pode ser utilizada como um recurso de prevenção. É o que comumente acontece com os idosos, que passam a frequentar atividades de recreação, artesanato e muitas outras, como meio de continuar estimulando sua cognição, estabelecer laços afetivos no convívio social e exercitar suas habilidades motoras.

Qual é a diferença entre ocupacional e a terapia comum?

Primeiro, é preciso definir que, ao falar de terapia comum, estamos nos referindo ao trabalho desenvolvido por psicólogos. Esse normalmente tem um viés focado exclusivamente em aspectos psicológicos do paciente, episódios traumáticos, fobias e outros problemas que limitam tanto a sua vida social quanto a sua autopercepção.

Ela é muito importante para a manutenção da saúde mental e para o fortalecimento psicológico para uma vida mais equilibrada. Logo, por meio de algumas estratégias, o psicólogo aborda o autoconhecimento e a saúde mental do seu paciente.

A terapia ocupacional vai um pouco além, abordando não apenas os aspectos mentais, mas também o físico e o emocional de um paciente que passa por uma adaptação. Quando uma pessoa sofre um acidente de carro, por exemplo, e tem um membro comprometido, ela precisa passar por uma série de exercícios para recuperar sua mobilidade física, mas também existem fatores mentais e emocionais traumáticos aí.

O objetivo, no caso da terapia ocupacional, é atingir novamente o bem-estar do paciente. Para isso, ele precisa estar bem fisicamente, psiquicamente e socialmente. Para tanto, são desenvolvidas questões mecânicas que possam estar associadas ao seu movimento, à autoconfiança, à autoestima e ao senso de pertencimento.

Quais são os benefícios para quem faz terapia ocupacional?

A terapia ocupacional tem um importante papel na saúde coletiva, especialmente por promover a integração de pessoas portadoras de diferentes necessidades na sociedade. Isso ajuda a melhorar tanto a saúde física quanto a saúde mental dos pacientes, já que ao desenvolvê-las eles vão reforçando sua autonomia em vários contextos.

Esse tipo de terapia é responsável por conectar novamente as pessoas com aquelas ocupações que são relevantes para elas, facilitando e simplificando o seu dia a dia e recuperando suas relações pessoais e interpessoais.

A pessoa que faz terapia ocupacional passa a se sentir mais segura consigo mesma, ganha autonomia cognitiva e física, interage e convive com outras pessoas, cria vínculos sociais ao desenvolver suas atividades, se desafia constantemente a buscar resultados melhores e muito mais.

Em quais situações é indicada?

A terapia ocupacional é indicada para aquelas situações em que, em decorrência de algum trauma ou outras condições, uma pessoa apresenta dificuldades nos seus movimentos, locomoção, raciocínio lógico, aprendizado, trabalho ou ainda nas interações sociais. Alguns casos bem comuns em que esse tipo de terapia é necessário são:

  • pessoas com depressão crônica, que precisam encontrar um propósito de vida, se sentirem úteis, recuperarem a autoestima;
  • pacientes com perda motora, que após um acidente ficaram com sequelas que atrapalham a rotina diária e precisam retomar sua autonomia;
  • crianças com atraso no desenvolvimento motor, mental ou sensorial.

Mas também existem diversos outros casos, que incluem perda de memória com a idade, esgotamento e estresse ocupacional, sequelas de AVCs, isolamento social, autismo e assim por diante.

Quais são os principais pontos que a terapia ocupacional trabalha no paciente?

Para atingir os objetivos aos quais se propõe, a terapia ocupacional também realiza uma avaliação do envolvimento do paciente com as ocupações pretendidas. Para isso, elas são consideradas a partir de três aspectos: o ambiente, a ocupação e a pessoa.

O ambiente

Nesse quesito, são avaliadas as condições em que o paciente vive, incluindo onde ele mora e trabalha, para entender as principais dificuldades que ele pode enfrentar pelo caminho. É por isso que muitos terapeutas costumam atender também em ambientes profissionais, na adaptação da ergonomia e das atividades, e a domicílio.

A ocupação

Como o objetivo da terapia ocupacional é devolver ou melhorar a funcionalidade de uma pessoa, seja no seu aspecto profissional, pessoal ou social, é preciso também avaliar a ocupação dela. Então, são avaliadas suas principais atividades, especialmente aquelas para as quais o paciente apresenta dificuldade.

A pessoa

Desenvolver o paciente ao mesmo tempo que reforça suas funcionalidades é de extrema importância, pois só assim ele conquistará uma melhor qualidade de vida. Portanto, ao olhar para uma pessoa, o terapeuta não vê apenas um quadro clínico, mas alguém que quer ser capaz de trabalhar e cumprir suas funções com facilidade.

Quem pode fazer terapia ocupacional?

Pessoas de qualquer idade podem fazer terapia ocupacional; isso inclui desde a primeira infância até a terceira idade. Não existem restrições no tratamento de nenhuma faixa etária, justamente porque o plano de atendimento é adaptado para as necessidades de cada um.

Além disso, a terapia ocupacional vai além do tratamento e reabilitação física de um paciente. Ela também dá todo o respaldo para que um indivíduo se sinta útil e pertencente à sociedade e seus grupos sociais.

Qual é o profissional capacitado para fazer terapia ocupacional?

O terapeuta ocupacional é o profissional capacitado, por meio da graduação de ensino superior, a desenvolver essa atividade. Ele deve ser registrado no Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (CREFITO).

Depois de formado, o terapeuta está habilitado para trabalhar com a recuperação de pacientes em clínicas, hospitais, centros de reabilitação, instituições psiquiátricas, geriátricas ou penais, além de casas de repouso, creches e até mesmo empresas. Caso o paciente prefira e o terapeuta aceite, o atendimento também pode ser feito a domicílio.

Cuidar da saúde é muito importante, especialmente se você tem alguma condição que restringe sua autonomia. Estar de bem com a vida depende de muitos fatores, entre eles, se sentir útil, capaz e no controle de si mesmo. É por isso que a terapia ocupacional desempenha um papel tão relevante na vida de diversas pessoas; afinal, ela ajuda a retomar e manter o equilíbrio mental, físico e emocional.

Se este conteúdo ajudou você a entender um pouco melhor o funcionamento da terapia ocupacional, agora chegou a hora de conferir como prolongar sua vida com mais saúde e disposição!