Perda auditiva em crianças

A audição é um dos sentidos mais nobres do ser humano, uma vez que possibilita a função da comunicação. É por meio da linguagem que o homem consegue entender o mundo que o rodeia, compreender o outro e interagir com o seu meio.

Na criança com deficiência auditiva, o processo de aquisição e desenvolvimento de linguagem pode ser prejudicado, caso não haja o diagnóstico em tempo adequado para evitar sequelas. O período mais importante do aprendizado da fala inicia-se aos seis meses de vida e estende-se até os três anos de idade, aproximadamente.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), 42 milhões de pessoas acima dos três anos de idade são portadores de algum tipo de deficiência auditiva de modera a profunda. Em recém-nascidos, a incidência é de 1,5 a 5,95 para cada mil nascidos vivos. A perda auditiva é a deficiência congênita mais frequente e mais prevalente dentre aquelas pesquisadas nas maternidades.
Os principais sinais de perda auditiva em crianças são:

  • atraso no aprendizado da fala;
  • demora no desenvolvimento infantil;
  • distúrbios de atenção e compreensão;
  • distorções do comportamento social;
  • ausência de reação a sons pouco intensos fora do campo visual.

A investigação de problemas auditivos inicia-se com triagem neonatal (avaliação fonoaudiológica e exames específicos) ainda na maternidade. Após esse período, depende da observação e acompanhamento do desenvolvimento da criança, que deve ser realizado por pais e familiares, médicos e professores.

A criança identificada e tratada precocemente terá melhor desempenho na interação com a sociedade e com o mercado de trabalho.

Por isso, em caso de  qualquer dúvida com relação à audição de uma criança, é fundamental levá-la para avaliação médica e fonoaudiológica o mais rápido possível.

Nome do Autor: Dr.Otavio C. Blain – CRM – 94745  é médico Otorrinolaringologista