Febre Amarela: principais sintomas e dicas de prevenção

A Febre Amarela é uma doença causada por um vírus transmitido pelos mosquitos Haemagogus e Sabethes, que pode ocorrer nas regiões urbanas e também em matas e ambientes silvestres. Quando disseminada nas cidades, é denominada Febre Amarela Urbana e é transmitida pelo mosquito Aedes Aegypti. Um ponto importante a ser esclarecido é que não existe, até o momento, a forma de transmissão de febre amarela entre pessoas, somente via o mosquito transmissor e qualquer pessoa não vacinada que resida ou viaje para as áreas onde a doença estiver disseminada corre o risco de contraí-la.

A maior parte das pessoas que adquire o vírus da Febre Amarela não apresenta sintomas. Os indícios mais comuns são: febre baixa, dores musculares (principalmente nas costas), dor de cabeça e nas articulações, náuseas, vômitos e fraqueza.

Algumas pessoas podem ter sintomas mais graves, cerca de 24 horas após a recuperação dos mais comuns. Entre os sinais mais graves estão: febre alta, pele amarelada (icterícea), vômitos com sangue, urina escura, sangramentos e olhos avermelhados.

A maneira mais eficaz de evitar a Febre Amarela é a vacinação. A vacina é feita de vírus vivo atenuado (vírus enfraquecido para não causar doenças em pessoas saudáveis). O efeito protetor da vacina ocorre após 10 dias da vacinação.

A vacina é recomendada apenas às pessoas que vivem ou viajam para as áreas de risco.  A população que não vive na área de recomendação ou não vai se deslocar a essas áreas não precisa se vacinar.

O Ministério da Saúde do Brasil disponibiliza uma lista de municípios com indicação de vacinação e recomenda duas doses de vacina ao longo da vida, a partir dos 9 meses de idade, seguindo as orientações abaixo:

Indicação Esquema
Crianças de 9 meses a 4 anos, 11 meses e 29 dias de idade.

1ª dose: 9 meses

2ª dose (reforço): 4 anos (intervalo mínimo de 30 dias entre as doses).

Se a criança não foi vacinada nas idades recomendadas (9 meses e 4 anos de idade), deverá comparecer no Serviço de Saúde o quanto antes para avaliação e vacinação.

Em situações de surto, a vacinação é antecipada para os 6 meses de idade, devendo ser realizada uma segunda dose aos 9 meses e um reforço aos 4 anos de idade.

Pessoas acima de 5 anos de idade que receberam uma dose da vacina antes de completarem os 5 anos. 1 dose única de reforço, mesmo depois de adulto (com intervalo mínimo de 30 dias entre as doses).
Pessoas acima de 5 anos de idade nunca vacinadas ou sem comprovante de vacinação 1 dose da vacina e 1 dose de reforço após 10 anos.
Pessoas acima de 5 anos de idade que receberam 2 doses da vacina. Imunizado.
Pessoas com mais de 60 anos nunca vacinadas ou sem comprovante de vacinação. Apenas após avaliação médica.
Gestantes (independentemente do estado vacinal) Avaliar risco/benefício. Avaliação médica.
Mulheres amamentando crianças menores de 6 meses (independente do estado vacinal materno).

Contraindicado. Em surtos, avaliar risco/benefício

Se recebeu vacina, suspender aleitamento por 28 dias.

Viajantes.

Para viajantes internacionais: seguir as recomendações do Regulamento Sanitário Internacional.

Para viagens dentro do País: vacinar 10 dias antes, no caso de 1ª vacinação. Se reforço, não há tempo mínimo.


Fonte: Sociedade Brasileira de Infectologia

Colaborou: Erika Ferrari Rafael da Silva (CRM SP 97919 RQE 25418), médica infectologista.