Cigarro: os malefícios do vício à saúde bucal

São inúmeras as iniciativas para alertar a população mundial sobre os malefícios do tabaco, desde simples “avisos” em propagandas de cigarro a fotos de fumantes gravemente prejudicados pelo vício, estampadas nos maços. Mas não são apenas órgãos como pulmões e coração que sofrem com os efeitos nocivos do cigarro. As orientações de cirurgiões-dentistas têm conquistado cada vez mais a credibilidade daqueles que querem largar o vício.

Diante das evidências apresentadas, podemos ainda perguntar: por que os dentistas conquistaram tamanha relevância entre os profissionais que se dedicam à luta contra o tabagismo? A resposta está nos diversos aspectos que envolvem a relação entre saúde bucal e malefícios do cigarro.

O cigarro e os dentes

O primeiro deles é um dos mais percebidos e valorizados: o fator estético. O fumo é responsável por causar manchas nos dentes que não saem na escovação. Nesse caso, é necessária a intervenção de um cirurgião-dentista para removê-las. Acrescente-se ainda o mau hálito provocado por milhares de substâncias presentes no cigarro.

A mucosa bucal também sofre alterações devido ao hábito de fumar, que aumentam as chances de desenvolvimento de doença periodontal. Quando isso ocorre, o tecido de sustentação dos dentes, a gengiva, o osso alveolar e o ligamento periodontal ficam vulneráveis às substâncias venenosas liberadas pelo cigarro, tendo como consequências as perdas dentárias.

O fumo representa ainda um dos diversos fatores de risco para o câncer e lesões que acometem a cavidade bucal, nas quais o risco da lesão se tornar maligna é potencializado pelos efeitos químico e térmico liberados pelo cigarro diretamente nos tecidos da boca. Entretanto, alguns estudiosos afirmam que o abandono ou a redução da frequência da utilização do cigarro significam um decréscimo na ocorrência destas enfermidades.

Por isso a importância do cirurgião-dentista no processo de abandono do vício do cigarro. Um dos colaboradores para a melhoria da saúde bucal da população, são os planos odontológicos.

Outra iniciativa bem-sucedida é poder escolher o profissional que irá atendê-lo, dentro de uma ampla rede credenciada. A relação dentista-paciente deve ser, acima de tudo, baseada na confiança. Por isso, as operadoras de planos mais bem-sucedidas são aquelas que melhor desenvolveram a sensibilidade de respeitar a preferência de seus beneficiários por um determinado profissional.

A assistência odontológica é ainda um benefício cada vez mais valorizado e que também contribui para atrair e manter profissionais de talento nas organizações. As operadoras têm se empenhado em desenvolver soluções para diferentes perfis de empresas, a fim de facilitar esse investimento.

A odontologia tem muito a contribuir na luta contra o tabagismo. E com a infraestrutura necessária para desempenhar bem a sua tarefa, terá resultados cada vez mais animadores.

Colaborou: Jane Christina Tonani (CROSP 97393), dentista da Porto Seguro Odontológico e mestrado em Clínica Integrada pela Faculdade de Odontologia da USP – FOUSP.