Geração Z: quais são as previsões para o futuro?

Geração Z

Considera-se geração Z a dos jovens nascidos entre os anos de 1996 e 2010. Essas pessoas são realistas, práticas e comunicativas. Além disso, têm um jeito diferenciado de lidar com as finanças. 

Uma pesquisa feita pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas em parceria com o SPC Brasil e o Sebrae constatou que quase metade dos jovens dessa geração não tem controle sobre seus gastos e não sabem como fazer investimentos rentáveis. Além disso, apenas uma em cada quatro pessoas dessa faixa etária se preocupa com a aposentadoria. 

É sobre isso que falaremos neste post: a importância de se preparar para o futuro. Este material revela por que os jovens da geração Z devem se preocupar com a aposentadoria e, entre outras informações, explica como fazer previdência. Continue a leitura e saiba mais!

A geração Z deve se preocupar com aposentadoria?

A população brasileira está envelhecendo. De acordo com a projeção dos grupos etários do IBGE, hoje, pessoas com mais de 65 representam 9% da população. Em 2030, a estimativa é que ultrapassem os 13%. Em 2050, mais de 50% dos brasileiros serão idosos.

Se por um lado os números indicam que viveremos mais — o que é uma ótima notícia, sinal de que a saúde e a qualidade de vida estão sempre melhorando — de outro, sugerem algumas preocupações. A aposentadoria é uma delas.

Para viabilizar a renda dessa população, o Brasil conta com um sistema previdenciário que garante assistência e proteção às pessoas que se afastam do trabalho. Seja por doença, seja por invalidez, seja pela idade.

Esse dinheiro é obtido por meio do pagamento de impostos. Inclusive, nosso país é conhecido pela alta carga tributária. No entanto, a mudança no perfil demográfico da população sugere que, em pouco tempo, o governo pode ter mais idosos do que contribuintes, o que acende um alerta: não dá mais para contar apenas com o respaldo do INSS.

Quais são os desafios da previdência pública?

Além da faixa etária da população, a previdência pública enfrenta desafios relacionados ao perfil das novas gerações. O jovem de hoje não prioriza mais os empregos formais, estáveis e com carteira assinada. Não tem medo de se arriscar no próprio negócio ou no mercado informal.

Somado à valorização do salário mínimo, às aposentadorias precoces e o excesso de pensões pagas pelo governo, o sistema previdenciário está perdendo a sustentabilidade e forçando a mudança de regras.

O resumo de toda essa situação é que a geração Z pode enfrentar processos cada vez mais rígidos para conquistar a aposentadoria. Pode, ainda, ganhar menos do que o esperado.

É aí que estão os benefícios de investir na previdência privada. O investimento é uma chance de complementar a aposentadoria do INSS, fornece proteção para imprevistos por meio do seguro de vida, tem uma rentabilidade maior do que a da poupança e incentiva o jovem a ter mais disciplina financeira. 

Como funciona a previdência privada para jovens?

Em síntese, a previdência privada é uma espécie de reserva financeira que pode complementar o benefício do INSS. Para isso, existem dois tipos de planos:

  • Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL)
  • Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL)

No PGBL, aqueles que usam o modelo completo de declaração imposto de renda podem deduzir até 12% de sua renda anual tributável nas contribuições do respectivo exercício. Sendo assim, no momento do resgate, o IR incide sobre o valor total.

Já no VGBL, os valores pagos não podem ser deduzidos na declaração. Por isso, essa é a modalidade mais adequada para aqueles que usam o modelo simplificado da declaração do imposto de renda. Dessa forma, na hora de resgatar, os impostos incidem apenas sobre os rendimentos.

Dito isso, na hora de escolher, o jovem deve considerar o modelo de declaração de imposto de renda, já que o PGBL é indicado para quem faz a completa e o VGBL voltado para aqueles que fazem a declaração simplificada.

Antes de assinar o contrato de previdência privada, é preciso analisar condições comerciais e técnicas, desempenho e serviços oferecidos. Conheça:

  • condições comerciais: envolvem as taxas de carregamento, que podem ser cobradas na entrada ou no resgate e a taxa de administração financeira, cobrada pelo fundo de investimento atrelado ao plano e expressa no formato percentual ao ano;
  • condições técnicas: é importante pedir simulações de renda antes de escolher uma previdência privada para verificar as condições técnicas, considerando que a melhor opção é aquela que oferece um maior excedente financeiro, isto é, o percentual que exceder os juros acumulados durante o pagamento da previdência na hora de receber os rendimentos;
  • desempenho: quando falamos em previdência privada, nos referimos a um investimento a longo prazo e, como tal, o histórico do seu desempenho ao longo dos anos deve ser observado;
  • serviços: aqui, nada mais é do que observar os serviços oferecidos pela corretora para que o investidor possa acompanhar os processos descritos acima, realizar novos investimentos ou resgatar o valor.

Quando eu devo começar a investir?

Não existe uma idade certa para contratar um plano de previdência privada. Entretanto, quanto antes isso acontecer, melhor. Isso porque o tempo em que o dinheiro fica investido é proporcional ao tanto que ele rende.

Por exemplo, um jovem de 21 anos que aplica R$ 100,00 na previdência privada mensalmente e deseja fazer o resgate aos 60 anos terá rendimentos maiores do que uma pessoa que começou a investir aos 40, considerando que deseja retirar o dinheiro na mesma idade.

Nesse processo, o importante é procurar uma instituição financeira de qualidade, sólida e com boas referências no mercado. 

Como os valores investidos são recebidos?

Uma das grandes dúvidas sobre a previdência privada está relacionada ao seu recebimento. Afinal, depois de passar tantos anos alimentando o investimento, é importante saber como ele será resgatado.

Essa é uma escolha que o investidor faz ao escolher o seu plano, considerando prazos de carência e a taxa de imposto cobrada quando for retirar o dinheiro. Dito isso, as opções podem ser:

  • resgate parcial: permite pequenas retiradas do dinheiro investido de acordo com os prazos de carência;
  • resgate total: permite o resgate total do dinheiro investido de acordo com o prazo de carência;
  • renda mensal vitalícia: o dinheiro é creditado na conta do investidor todos os meses, em valor pré-determinado, como se fosse um salário;
  • renda mensal com prazo certo: semelhante à vitalícia, é paga mensalmente até uma data determinada por contrato. 

Se você faz parte da geração Z, saiba que a previdência privada para jovens é promissora — e para obter melhores resultados, comece a investir hoje!

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